sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Proibição da Creatina

A pouco tempo criei uma enquete aqui no blog sobre a proibição da Creatina, (é lógico que me refiro a venda), então vendo que alguns que responderam a respeito, dizendo não saber do que se trata, vou tentar esclarecer o que acontece.
Antes de tudo vou dar um Ctrl+C e Ctrl+V em uma matéria que achei sobre ela. O motivo do Ctrl+C e Ctrl+V é porque não sou nutricionista então não sei bem explicar exatamente tudo sobre isso. (Ahhh, só pra lembrar, os nutriocionistas, a maioria deles não sabem PORRA nenhuma sobre o que deveriam realmente saber).

Creatina - Por Dra. Tatyana Dall Agnol
A creatina foi primeiramente identificada por Chevreul (1835), em um pedaço de carne e desde o início do século a literatura já apontava a importância da creatina para contração muscular.

A creatina é uma amina nitrogenada, formada no fígado, rins e pâncreas a partir dos aminoácidos glicina, arginina e metionina. É encontrada, primeiramente, no músculo esquelético (90-95%) e o restante no músculo cardíaco, cerebro etc. Neste caso, ela tem origem endógena( formada no organismo), mas também pode ser adquirida a partir da ingestão de carnes ou pela suplementação.

É importante fonte de energia química para contração muscular, pois facilita a transferência de energia dentro das células. Ela está acoplada a um complexo fosfato (P), formando-se assim, um composto CP (Creatina-fosfato) para que possa participar da ressíntese de ATP. Quando ocorre a contração muscular, a molécula de ATPé quebrada em ADP ocorrendo, dessa forma, a liberação de energia. Neste momento, a Creatina-fosfato (CP) em doa rapidamente o seu grupo fosfato para o ADP, restaurando o nível normal de ATP.

A partir da capacidade de influência dos estoques de CP em produzir energia muscular durante exercícios de alta intensidade e curta duração , têm sido sugerido que aumentando-se a quantidade de Creatina no músculo, pode-se obter maior quantidade de CP. Desta maneira, a ressíntese de ATP ocorre mais rapidamente o que proporciona maior duraçào da atividade física de alta intensidade e, ainda, diminuição do lacto muscular.

Várias estratégias têm sido utilizadas para aumentar as quantidades de Creatina. Um protocolo coerente é o proposto por Hutman, 1996, que sugere uma dose inicial de 20g/dia de Creatina por um período de seis dias , seguida de uma dose de 3-5g/dia de Creatina. Estudos sugerem ainda que o acúmulo de Creatina pode ser substancialmente aumentado quando a mesma é ingerida com solução de carboidrato, uma vez que este proporciona maior absorção intramuscular.

É importante ressaltar que a suplementação de Creatina não tem demonstrado efeito no aumento da resistência aeróbica, mas acredita-se que a suplementação crônica poderia oferecer algum benefício na melhora do treinamento para performance de competição.

Os trabalhos de pesquisa com suplementação de Creatina que dosaram bioquímica de sangue e urina não demonstraram alterações, portanto a suplementação por um curto prazo não se correlaciona com riscos à saúde. Mas mediante a incerteza de total a segurança no futuro, sugere-se não fazer uso da suplementação por longo prazo.

Matéria explicando sobre a proibição:

A creatina, suplemento nutricional utilizado para aumentar a força, volume e energia muscular, foi proibida no Brasil em 2005, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mesmo assim, a substância é facilmente encontrada nas lojas especializadas em todo o País.

A decisão da Anvisa é questionada por atletas e profissionais. “Na verdade, a Anvisa não tem sustentação científica e baseia-se na França, único país, além do Brasil, que proíbe a creatina”, explica o professor de musculação Herberto Gomes Diniz.

O dono de uma loja de suplementares alimentares de Santos, que não quis se identificar, revela que o produto, mesmo proibido, é um dos mais vendidos. "Creatina, assim que chega, logo acaba". Ele explica que os fornecedores, embora mais cautelosos, continuam trazendo o produto com facilidade.

"Com o uso da creatina, meu físico melhorou muito. Tenho mais disposição para treinar", diz um atleta santista que começou a usar o produto no mês passado, por indicação de um amigo. "Foi um ótimo conselho que recebi e não me arrependo. Até agora, só tive benefícios usando a creatina", afirma.

Ele se espanta quando perguntam como faz para comprar o suplemento. "Vou na loja de suplementos e compro, por quê? É proibido?".

O nadador Ian Hollerbach, de Santos, vê muitas vantagens no consumo da creatina. "O suplemento auxilia na fase específica do treinamento e melhora o rendimento na execução de exercício de curta duração e alta intensidade. Também ajuda na recuperação de energia, acelera e aumenta a força e o volume muscular, sem ampliar a proporção de gordura. Outro benefício é que ela reduz a fadiga e eleva a intensidade dos treinos".

A principal tese que levou à proibição da creatina no Brasil é a de que a substância provoca complicações renais e hepáticas quando usada com intensidade. "Poucas pesquisas têm validado os efeitos do consumo crônico", diz a professora de musculação Valdelícia Moura Costa, do clube santista Vasco da Gama.

Para ela, isso impede a constatação de possíveis efeitos colaterais causados por longos períodos de ingestão. "Esta falta de pesquisas científicas é a base da argumentação para a proibição da venda de creatina no país pela Anvisa", avalia Valdelícia.

O médico Antonio Carlos Afonso diz que o único efeito colateral conhecido da creatina é a retenção de água no organismo. Essa ocorrência pode estar ligada diretamente ao aumento da massa muscular dos usuários.

"Em pó (para ser misturada com água), ou em cápsulas, a creatina é uma substância que o próprio organismo produz naturalmente, decorrente de três aminoácidos distintos existentes em maiores concentrações nos pâncreas, músculos e rins: lisina, arginina e ornitina. Juntos, eles formam uma das fontes de energia do corpo humano”, explica Afonso.

A nutricionista Katia Ferraz ressalta que a creatina deve ser usada apenas como suplemento alimentar. "Se for utilizada como substituição das refeições, além de não causar efeito, poderá ser prejudicial à saúde".

Katia ainda lembra que é importante a orientação de um profissional na indicação do produto. "O aluno deve consultar o professor para saber suas condições antes de usá-la. Em casos como de gestantes e pessoas com disfunção renal, o suplemento não deve ser utilizado em doses elevadas, porque pode provocar ocorrência de vômitos e diarréia", conclui a nutricionista.

Depois dessa explicação sobre o porque da Creatina ter sido proíbida, precisa dizer mais alguma coisa?

Suplementos alimentares, anabolizantes (bombas), não são vendidos em portas de escolas, nas portarias de shows ou em lugares assim. São vendidos em locais específicos, (não me refiros aos anabolizantes). Cada um sabe o que toma ou injeta nos deltóides ou glúteos, qualquer idiota sabe que anabolizantes são prejudiciais, agora falar que a sagrada Creatina é prejudicial???


PIADA DE PÉSSIMO GOSTO!!!!

2 comentários:

Body disse...

Gostaria de saber, por que até agora a ANVISA, ao invés de proibir creatina, BCAA, e outros suplementos mundialmente comercializados, não proibiu a herbalife, omni life, e todas estas empresas de nutrição celular (alguém conhece outro tipo de nutrição????) cheias de “experts” (aka: “Se Acham”) em nutrição???
Fica aqui meu protesto!

erikdsassa disse...

Parabéns, muito bom artigo.

Também abordo o tema da creatina monohidratada no meu site.